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Câncer de pele: os sinais que você não deveria ignorar

Resposta rápida

Os principais sinais de alerta são pintas que mudam de forma, cor ou tamanho (regra do ABCDE), feridas que não cicatrizam em quatro semanas, lesões que sangram com facilidade e manchas ou caroços novos que crescem. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e tem altas chances de cura quando diagnosticado cedo.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil. A boa notícia é que a maioria dos casos é tratável — especialmente quando a lesão é identificada no início. Por isso, conhecer os sinais de alerta e fazer avaliações periódicas faz tanta diferença.

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Dermatologista examinando a pele de uma paciente com dermatoscópio digital

Imagem ilustrativa: Pexels

Carcinoma basocelular

O mais frequente. Costuma aparecer como uma lesão perolada, brilhante ou uma ferida que não cicatriza, em áreas expostas ao sol.

Carcinoma espinocelular

Lesão áspera, descamativa ou ferida persistente, comum em rosto, orelhas, lábios e mãos.

Melanoma

Menos frequente, porém mais agressivo. Surge como uma pinta nova ou como mudança em uma pinta já existente.

Os tipos mais comuns

A regra do ABCDE das pintas

Uma forma simples de observar suas pintas em casa:

  • A — Assimetria: uma metade diferente da outra
  • B — Bordas: irregulares, borradas ou mal definidas
  • C — Cor: várias cores na mesma pinta (marrom, preto, vermelho, azulado)
  • D — Diâmetro: maior que 6 mm
  • E — Evolução: qualquer mudança de tamanho, forma, cor, ou novos sintomas

A letra mais importante é o “E”: pinta que muda merece avaliação.

  • Feridas que não cicatrizam em cerca de quatro semanas
  • Lesões que sangram, coçam ou formam crosta repetidamente
  • Caroços ou “bolinhas” brilhantes que crescem
  • Manchas ásperas e descamativas que não melhoram
  • Uma pinta muito diferente das outras do corpo (o “patinho feio”)

Algumas lesões benignas podem parecer suspeitas — e vice-versa. Saiba mais sobre cistos, verrugas e outras lesões de pele.

Outros sinais além das pintas

Como a dermatoscopia ajuda no diagnóstico

A dermatoscopia é um exame feito no consultório, com um aparelho de aumento e luz especial, que permite ver estruturas da pele invisíveis a olho nu. Ela ajuda a diferenciar lesões benignas de suspeitas e a decidir quando uma biópsia é necessária.

Confirmado o diagnóstico, o tratamento costuma ser a remoção cirúrgica da lesão, com análise do material. Conheça a avaliação de câncer de pele com a Dra. Ana Paula.

  • Pessoas de pele, olhos e cabelos claros
  • Quem tem muitas pintas ou pintas atípicas
  • Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele
  • Histórico de queimaduras solares, principalmente na infância
  • Exposição solar intensa por trabalho ou esporte, ou uso de bronzeamento artificial
  • Pessoas imunossuprimidas

Veja com que frequência fazer o check-up dermatológico.

Quem deve fazer acompanhamento mais frequente

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema

Como saber se uma pinta é câncer?

Só a avaliação médica, com dermatoscopia e, se necessário, biópsia, confirma. Mas pintas assimétricas, com bordas irregulares, várias cores, maiores que 6 mm ou que mudam ao longo do tempo devem ser examinadas.

Câncer de pele tem cura?

A maioria dos casos tem altas chances de cura quando diagnosticada e tratada precocemente. Por isso a avaliação periódica é tão importante.

Câncer de pele dói?

Geralmente não, especialmente no início. Por isso não se deve esperar dor para procurar avaliação: mudança de aspecto já é motivo suficiente.

Posso retirar uma pinta por estética?

Pode, desde que seja avaliada antes. A remoção deve ser feita por técnica adequada e, em geral, o material é enviado para análise.

Pele morena ou negra pode ter câncer de pele?

Sim. O risco é menor, mas existe, e algumas formas aparecem em locais pouco expostos ao sol, como palmas, plantas dos pés e unhas.

Dra. Ana Paula Pinzon, dermatologista

Quem escreve

Dra. Ana Paula Pinzon

CRM DF 30629  |  CRM RS 49136
RQE DF 26075  |  RQE RS 48296

Dermatologista formada em Medicina pela PUC-RS, com Residência Médica em Dermatologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Fellowship em Cosmiatria pelo Instituto Boggio. Atende em Brasília (Asa Sul), em Guaíba (RS) e por teleconsulta.

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Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual com um dermatologista.

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