Blog · Cabelos e couro cabeludo

Alopecia tem vários tipos — e isso muda completamente o tratamento

Resposta rápida

“Alopecia” significa perda de cabelo, e existem vários tipos. Os principais são alopecia androgenética (afinamento progressivo), alopecia areata (falhas arredondadas, de origem autoimune), eflúvio telógeno (queda difusa temporária) e alopecias cicatriciais (que podem destruir o folículo). Cada tipo tem causa, evolução e tratamento diferentes.

Quando alguém recebe o diagnóstico de “alopecia”, a primeira pergunta costuma ser: tem cura? A resposta depende do tipo. Por isso, identificar exatamente qual alopecia está presente é o passo mais importante do tratamento.

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Cabelos longos iluminados pela luz do sol

Imagem ilustrativa: Pexels

É a causa mais comum de afinamento dos cabelos em homens e mulheres, ligada à predisposição genética e à ação hormonal sobre os folículos. Os fios vão ficando mais finos e curtos a cada ciclo.

  • Na mulher: afinamento no topo da cabeça, com risca mais larga, geralmente preservando a linha da frente
  • No homem: entradas e rarefação no topo (coroa)

É progressiva, mas o tratamento contínuo pode estabilizar a queda e melhorar a densidade.

Alopecia androgenética

Alopecia areata

Doença autoimune em que o sistema de defesa ataca os folículos, provocando falhas arredondadas e lisas no couro cabeludo, na barba ou nas sobrancelhas. Pode surgir de forma repentina, inclusive em crianças.

Em muitos casos, os fios voltam a crescer, mas pode haver novos episódios. Há tratamentos eficazes, escolhidos conforme a extensão do quadro.

Queda difusa e intensa que costuma aparecer dois a três meses depois de um gatilho: estresse, febre alta, cirurgia, pós-parto, dietas restritivas, deficiência de ferro ou mudanças de medicação.

Geralmente é temporário, mas pode se tornar crônico se o gatilho persistir. Também pode “desmascarar” uma alopecia androgenética que estava começando. Veja quando a queda passa do normal.

Eflúvio telógeno

Alopecias cicatriciais

Grupo de doenças inflamatórias que destroem o folículo e o substituem por cicatriz, levando à perda definitiva do cabelo na área afetada. Sinais como coceira, ardência, dor, vermelhidão ou descamação ao redor dos fios, e recuo da linha frontal, merecem atenção.

Nas alopecias cicatriciais, tempo é cabelo: o diagnóstico precoce preserva os folículos que ainda existem.

  • Histórico clínico e familiar detalhado
  • Tricoscopia — exame do couro cabeludo com aumento
  • Exames laboratoriais quando indicados
  • Biópsia em casos selecionados, especialmente na suspeita de alopecia cicatricial

Conheça a tricologia e o tratamento para queda de cabelo com a Dra. Ana Paula.

Como é feita a avaliação

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre o tema

Alopecia tem cura?

Depende do tipo. O eflúvio telógeno costuma ser temporário; a alopecia areata pode regredir; a androgenética é controlável com tratamento contínuo; nas cicatriciais, o objetivo é frear a doença.

Alopecia areata é causada por estresse?

É uma doença autoimune. O estresse pode ser um dos fatores desencadeantes em algumas pessoas, mas não é a única causa.

Mulher pode ter calvície?

Sim. A alopecia androgenética feminina é comum e costuma causar afinamento no topo da cabeça, com a risca mais aberta.

Quando procurar um dermatologista por queda de cabelo?

Quando houver falhas, afinamento visível, queda intensa por mais de algumas semanas, ou coceira e dor no couro cabeludo.

Dra. Ana Paula Pinzon, dermatologista

Quem escreve

Dra. Ana Paula Pinzon

CRM DF 30629  |  CRM RS 49136
RQE DF 26075  |  RQE RS 48296

Dermatologista formada em Medicina pela PUC-RS, com Residência Médica em Dermatologia no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Fellowship em Cosmiatria pelo Instituto Boggio. Atende em Brasília (Asa Sul), em Guaíba (RS) e por teleconsulta.

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Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual com um dermatologista.

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